quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Zero

Uma semana sem o marido vir a casa, está fora. A primeira vez nestes anos todos.

Uma semana. E não tenho saudades nenhumas.
Isto não é normal..
A casa continua cheia claro, mas não sinto o vazio... a falta.. a necessidade..

Acabou não é?

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Sozinha..

Estou tão cansada de estar sozinha...
Triste.


Nunca pensei ser assim... casada, com uma família e nunca nunca nunca me sentir apoiada, acarinhada, segura, amada.. Pelo homem, óbvio.
Os meus filhos salvam-me todos os dias...
Amo-os! Teria 10.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Talvez..

No outro dia o meu marido disse-me que parecia que tinha inveja dele.
Inveja.
Será?
Sim, tenho inveja que ele faça uma vida  por todo o lado e que chegue a casa e seja o último sitio que quer estar.

Não sou uma gaja bonita, ainda para mais estou a ficar velha, que isto do tempo passa para todos, mas sou uma mulher interessante.
Nunca fiz amizade com um homem que não tenha tentado tirar uma casquinha (sim, eu sei, é a todas), mas eles sabem que não sou complicada e dizem-me que tenho ar que "fresca" (whatever that means...)..

Tive os que quis, e ainda hoje sei que posso ser assim. Mas fiz uma escolha na vida, a família. E não acho compatível com aventuras.
Talvez o meu erro seja esse. Quero por todos os ovos no mesmo saco (o marido), e talvez tenha sido isso que estragou o casamento.

Posso sair daqui, nesse minuto, fazer um telefonema e daqui a meia hora estou numa manhã de luxúria com um gajo que eu escolher. E depois volto para casa e faço como se nada fosse. Que está tudo bem, que é só mais um dia igual ao de ontem ou ao de amanhã.

Porque não?
Porque é que eu não faço isso, e me perco aqui em pensamentos idiotas de relações com amor, e desejos de ser feliz com uma só pessoa?

Serei eu só mesmo estúpida?
Ainda se se dissesse que o meu maridinho é o mais fiel dos homens, um companheiro, amigo, pai exemplar.. mas não. É exactamente o oposto de tudo isto.
Foi o homem que eu deixei que acabasse comigo. E continuo a deixar.

E é por isso que tenho de deixar de acreditar que, quem um dia se mostrou ser o meu príncipe encantado, é afinal apenas um sapo que só me quis arrastar para o fundo do lago...

Acorda Concha, acorda.

Toalha ao chão

São muitos anos á espera de um milagre...
Não há..

Desisto.

É deixar andar e parar de tentar resolver o que não tem solução...

Cansada, muito cansada.
A pensar quanto tempo vou aguentar sem deixar que isto me afecte.

Desistir... Nunca tinha deixado que as coisas me afectassem assim.
Assim vão acabar as discussões, as expectativas.
A ilusão.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Nada muda..

Pois é...

Até foi uma noite gira.
Um espectáculo bem disposto, mas...

Já não há conversa, não há estimulo..
Onde foi o amor?
Será possível nós amarmos apenas uma memória? Um recordação? A esperança que o que foi volte a ser?...

Já há muita mágoa. Desconfiança.

Será possível curar o nosso amor?

Ainda desejo o meu marido. Queria fazer com ele a minha vida. Não quero procurar ninguém, mas não vejo como. Não sei como voltar atrás.
Não sei como engolir tudo o que já me fez passar, ou ser uma pessoa diferente quando ele é tão distante..

O que me falta é um dia bater a porta e fazê-lo sentir o quanto já magoou. E saber, para ele próprio saber, o que quer para a vida dele.
A verdade é que me perco na esperança que alguma coisa mude e nada acontece.
E perco a paciência. E perco-me.

Nunca nada vai mudar pois não?
Só o tempo vai continuar a passar e eu tenho a certeza que quando fizer um balanço da minha vida vou ter a certeza do quanto, enquanto mulher, a desperdicei.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

3, 2, 1..

Programa a dois hoje.. 
Vamos ver a quantos minutos tenho direito a atenção sem ele olhar para o telemóvel.. 

Ui.......

Amanhã relatório!!

Afinal quem sou eu?..

Ontem, depois de uma discussão monumental de manhã, passámos o resto do dia numa paz podre..

Não é ainda pior? Uma paz podre?
Em que tens tudo para dizer mas está tudo na conversa correcta para que uma palavra não faça incendiar o rastilho?

Quase todos os dias me pergunto o que ando aqui a fazer.. Depois olho para os meus filhos e há a certeza que não quero uma família desfeita. Sei o quanto iriam sofrer por estarem noutra situação, com o pai que nem saberia muito bem o que fazer com eles.. Mas sei que assim também não é nada para ninguém.

Não me queixo das tarefas, de dependerem quase em exclusivo de mim... Eu desejei-os, eu fiz por eles, dei-me toda por todos e fá-lo-ia de novo, porque sem eles já não estaria, certamente, aqui.. Mas sinto-me apenas a passar pela vida.
Sou daquelas que sempre ambicionei (e vivi) amores fortes, de dependência, de extrema luxúria, de entrega total... E fiquei "presa" num relacionamento em que a minha única companhia (e estamos só a falar de homem/mulher) é a solidão...

Não sei conviver com ela. Não gosto dela. Apaga-me todos os dias mais um bocadinho.. Tanto que muitas vezes já nem sei quem sou.
Devo ser a única mulher que, hoje em dia, ainda se sujeita a estas coisas, porque já ninguém se deixa ficar em relações doentes. Há tanta oferta, tanta escolha que é só bater a porta e recomeçar.
Mas eu... não sei se me falta a coragem, se no fundo ainda há amor, ou se só mesmo um burra sem forças que para aqui anda a desperdiçar tudo sem sentido algum..

Hoje pergunto-me, afinal quem sou eu?..