sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Afinal quem sou eu?..

Ontem, depois de uma discussão monumental de manhã, passámos o resto do dia numa paz podre..

Não é ainda pior? Uma paz podre?
Em que tens tudo para dizer mas está tudo na conversa correcta para que uma palavra não faça incendiar o rastilho?

Quase todos os dias me pergunto o que ando aqui a fazer.. Depois olho para os meus filhos e há a certeza que não quero uma família desfeita. Sei o quanto iriam sofrer por estarem noutra situação, com o pai que nem saberia muito bem o que fazer com eles.. Mas sei que assim também não é nada para ninguém.

Não me queixo das tarefas, de dependerem quase em exclusivo de mim... Eu desejei-os, eu fiz por eles, dei-me toda por todos e fá-lo-ia de novo, porque sem eles já não estaria, certamente, aqui.. Mas sinto-me apenas a passar pela vida.
Sou daquelas que sempre ambicionei (e vivi) amores fortes, de dependência, de extrema luxúria, de entrega total... E fiquei "presa" num relacionamento em que a minha única companhia (e estamos só a falar de homem/mulher) é a solidão...

Não sei conviver com ela. Não gosto dela. Apaga-me todos os dias mais um bocadinho.. Tanto que muitas vezes já nem sei quem sou.
Devo ser a única mulher que, hoje em dia, ainda se sujeita a estas coisas, porque já ninguém se deixa ficar em relações doentes. Há tanta oferta, tanta escolha que é só bater a porta e recomeçar.
Mas eu... não sei se me falta a coragem, se no fundo ainda há amor, ou se só mesmo um burra sem forças que para aqui anda a desperdiçar tudo sem sentido algum..

Hoje pergunto-me, afinal quem sou eu?..

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